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5 motivos para um casal fazer orçamento e parar de rasgar dinheiro

Um orçamento bem completo, organizado e fácil de usar é a peça central da vida financeira de um casal. É tudo que vocês precisam para começar a se organizar, parar de rasgar dinheiro e passar a economizar. O orçamento é a única maneira de você ter dinheiro disponível para investir. Foi isso que a Zenaide e eu aprendemos ao longo de muitos anos de erros e acertos.

Muita gente diz que orçamento é coisa chata e amarra a vida do casal. A gente pensa exatamente o oposto.

Ao sentar em frente ao computador (ou até mesmo com um caderno nas mãos) para olhar os detalhes da sua vida financeira, o casal fica poderoso.

O casal fica poderoso porque conversa e porque começa a trabalhar em conjunto e com uma força incrível na direção de algumas metas.

O objetivo do casal pode ser uma viagem para o exterior, uma geladeira nova ou eliminar alguma dívida incômoda. Qual é o objetivo não importa agora.

O que importa é abraçar esse tal de orçamento e carregá-lo no colo com carinho. Não, ele não é um monstro e vocês logo vão descobrir porquê!

O que é um orçamento?

Orçamento

Primeiro, vamos rapidamente definir o que é um orçamento. Orçamento é um planejamento, uma previsão de gastos, uma estimativa. Orçamento é um plano de ação para a vida financeira do casal.

Na prática, a ferramenta do orçamento é dividida em duas partes.

A primeira é o plano, é a meta, na qual vocês vão estimar em que tipos de coisas vão gastar seu dinheiro. Gosto muito da frase do pessoal do sistema YNAB (You Need a Budget), que sugere sempre “give every dollar a job” (traduzindo para o bom português é algo como”dê uma missão para cada real”). Em outras palavras, o orçamento é o ato de planejar onde cada pedacinho da sua renda tão suada vai ser utilizada.

A segunda parte do orçamento é a vida real. É quando você sai do mundo das ideias e parte para a ação. O orçamento precisa incluir um registro de tudo que efetivamente foi gasto. Nós acreditamos que se você deu uma missão para cada real que ganhou, é justo e correto avaliar o que cada real realizou. Por isso, a segunda parte do orçamento precisa ser tão (ou mais!) detalhada que o planejamento do destino do dinheiro. Sim, o certo é você anotar cada mísero real (ou cada centavo!) que gastou. Há maneiras de tornar isso uma tarefa extremamente simples. Vamos falar sobre isso em breve.

Todo esse trabalho de planejar o que fazer com o dinheiro e monitorar para onde ele realmente foi traz uma série de benefícios para um casal. Veja quais são:

1 – Fazer um orçamento gera consciência

Orçamento gnomos

O ato de fazer um orçamento pressupõe que vocês irão contabilizar todo o dinheiro que recebem em um determinado mês. Só isso já constitui uma ação poderosa. É incrível o número de pessoas que ouvimos relatar que simplesmente não sabem quanto ganham.

Montar um orçamento também obriga o casal a computar todas suas despesas. Olhar para todas elas em conjunto, somar as contas da casa com a previsão de desembolsos e com as compras do mês gera uma forte consciência da sua atual situação econômica. De imediato, fica claro se as receitas são muito diferentes dos gastos. Esse é o primeiro passo para colocar a casa (financeira) em ordem.

2 – Fazer um orçamento gera discussão

Casal de girafas

Imediatamente após (ou durante) o processo de montar um orçamento básico, começam as discussões do casal. A coisa pode ficar feia, principalmente nas primeiras vezes. Mas feio, nesse caso, é bom. É o início da melhora da saúde financeira do casal.

No nosso caso, Zenaide e eu já discutimos muito sobre o orçamento. Discussões tensas, acaloradas, que em alguns casos estragou nosso dia.

Como assim? Mesmo tendo acendido o fogo e jogado gasolina em cima, vocês ainda continuam defendendo fazer um orçamento em conjunto???

Sim! Acreditamos muito nisso, porque aprendemos demais com o processo e o resultado tem sido cada vez mais positivo.

É verdade que a discussão sobre dinheiro exige muita maturidade. O relacionamento muitas vezes é posto à prova e as divergência de visões de mundo (e de como gastar o dinheiro) surgem rapidamente. Uma graaaaaaande dose de paciência, de amor e bom senso é necessária nessas horas.

Fugir do problema não vai fazer com que ele desapareça, certo? Se o casal é disfuncional no âmbito do dinheiro, evitar a confusão para sempre só vai acentuar os efeitos negativos dessa falta de sintonia. O que a gente sugere é que seja tudo feito com calma, sem forçar a barra ou esticar demais a corda. Se o clima pesou, façam uma pausa. Deem um beijo, um abraço e vão assistir um seriado no Netflix (até porque talvez não haja clima para outras coisas). E voltem ao assunto do orçamento no dia seguinte!

3 – Um orçamento alinha expectativas

Casal na praia

Alinhar expectativas é a solução para 90% dos conflitos do mundo. Não fiz nenhuma pesquisa com rigor científico sobre isso, mas acredito cegamente nesta verdade!

Nem sempre é possível alinhar expectativas. Napoleão queria que a França dominasse a Europa inteira. Os outros países não aceitavam de jeito nenhum e houve muito derramamento de sangue. Impossível alinhar expectativas, nesse caso.

Mas um casal não quer guerra, certo? Quer paz e conquistas em conjunto. Quando os dois dedicam um tempo para avaliar o que fazer com o dinheiro que recebem, estão forçados a chegar a algum tipo de consenso.

Zenaide e eu temos proposto uma abordagem difícil, mas de resultados impactantes: o casal deve ter uma conta conjunta, um orçamento conjunto, uma visão unificada de suas finanças. Tudo o que o casal recebe e tudo que ele gasta deve ser avaliado em conjunto. É essa união de forças que torna o casal mais forte para alcançar seus objetivos.

Um exemplo simples: o casal (que tem as finanças separadas) concorda que quer fazer uma viagem para o exterior no ano seguinte. Um dos membros do casal é “gastador”, e consegue economizar apenas 5 mil reais para a viagem. O outro membro do casal é moderado e obtém 15 mil reais em economia com vistas à viagem. No fim das contas, a qualidade da viagem, a quantidade de lugares que eles poderão visitar e as refeições em restaurantes bacanas que vão poder desfrutar vai ser limitada por um orçamento de 20 mil reais. Não ficará um em um hotel super bacana e outro em um alojamento coletivo em um albergue. Não irá um ao restaurante badalado e o outro comerá sanduíche. A incapacidade de um dos membros do casal de fazer economia prejudica a capacidade dos dois de desfrutar de uma viagem mais interessante.

Se um casal compartilha planos para o futuro, precisa compartilhar integralmente sua gestão financeira. É nisso que a gente acredita.

Voltando ao orçamento, a prática de destinar os recursos e planejar os gastos leva a um alinhamento dos objetivos. Como dissemos antes, pode haver ranger de dentes. Mas trata-se de um cenário onde muito mais realizações serão viabilizadas

4 – Fazer um orçamento mostra como voltar aos trilhos

Orçamento nos trilhos

Errar é natural. Se um solteiro já pisa na bola com suas finanças pessoais, fazer as coisas a dois torna as chances de erros (e os efeitos deles) muito maiores.

A vantagem dos casais que realizam um orçamento é que eles têm registrados seus objetivos. E têm também muitos dados para descobrir onde foi que erraram. Afinal, todos os desembolsos (cada real!) foi anotado, certo?

Se o mês terminou no vermelho, e isso não era previsto, basta abrir o orçamento e analisar o que saiu fora do plano. A partir daí, é importante não encarar esse desvio como um crime que vai a tribunal, em que é preciso encontrar culpados. Se o casal vai nesse caminho, a tensão cresce, as feridas de abrem e pouco resultado é obtido. E vai parecer que a culpa do desgaste da relação é do orçamento!

Posso dizer sem me envergonhar (bem, talvez um pouquinho) que Zenaide e eu já saímos dos trilhos do orçamento inúmeras vezes. Foi um processo difícil, especialmente pela nossa decepção ao perceber que estávamos mais longe de alguns objetivos, como uma viagem ou a compra de um item importante para a casa.

Mas com o orçamento, o diagnóstico dos problemas ficou bem mais fácil e menos acusatório. No mês seguinte já foi possível atacar o problema e correr atrás da economia almejada.

5 – Um orçamento gera liberdade

Casal na montanha

Tenho certeza eu vocês estão pensando… Se eu começar a orçar tudo que ganhamos e a anotar todas nossas despesas, nossa liberdade com o dinheiro vai para o espaço! Vamos ficar engessados!

Só que não! O que vai acontecer é justamente o contrário. Lembrem-se que quem estabelece as prioridades de gastos e define onde o dinheiro vai ser usado e investido são vocês mesmos.

Se um casal ganha R$ 5 mil e destina R$ 2,5 mil para pagar as contas da casa e os outros R$ 2,5 mil para baladas no fim de semana, sem guardar nada para outros fins alegadamente “mais nobres” como uma previdência privada, tudo bem! Se o casal está feliz assim, é o que importa. Especialistas vão dizer que não é aconselhável fazer desse jeito (e até pode ser verdade), mas cada um tem direito de fazer o que bem entender com o que recebe em troca do suor do seu trabalho.

O que realmente importa é que o orçamento faz com que as decisões do casal sejam conscientes. Se o casal decide, de comum acordo, gastar metade de sua renda em festas, sem nenhum arrependimento nisso, que assim seja! Se o objetivo alinhado por eles é esse, quem poderá julgar?

A outra parte boa do orçamento é que ele não é escrito na pedra. No máximo é digitado em um aplicativo ou uma planilha, ou escrito a lápis em um caderno. Se o casal muda suas prioridades de vida, se surge alguma coisa mais interessante para fazer com aqueles R$ 500 que estavam destinados para uma viagem no final de semana, que assim seja! Basta entender que não dá para fazer a viagem e ainda realizar aquele outro gasto. Basta entender que para gastar em alguma coisa extra é preciso tirar dinheiro de outra categoria, para evitar gastar um dinheiro que não está disponível e ficar no vermelho naquele mês. E bola pra frente!

A gente espera que esse post tenha sido útil. Vocês concordam com essas ideias? Acham razoável a ideia de juntar todas as contas e fazer um orçamento unificado para o casal? Conte pra gente o que você pensa na seção de comentários logo abaixo.

E depois disso, façam seu orçamento e sejam felizes!

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